da sílaba, o casulo emergindo
nas talhas.
Inquieta sofre a gestação
no caule dos rebentos.
O gesto da carne
no linho que lambe a mutação.
Rota, sopro, sístole ou máscara
onde bardos fecundam a sazão
da ebriedade.
E entra nas vozes,
nos hortos, algures no inabitado
onde gravitam tâmaras.
Melífaga
ironia das fábulas, a palavra
mastiga a água adubada no sangue
do amor.
Pois ser bardo e sonhador
é devorar o fogo sagrado, o correr
das chuvas.
A alma desatando-se
sílaba que afeiçoa as matizes do
espanto cheio de luz.
Então nu, já poderei morrer
inteiro, exactamente.
João Rasteiro
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