Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
Ricardo Reis
"chamarás poema a uma encantação silenciosa, à ferida áfona que de ti desejo aprender de cor" - Jacques Derrida
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